Dias difíceis para imigrantes ‘ilegais’ nos EUA: Empregadores podem enfrentar penalizações até dez mil dólares por cada empregado nessa situação

A partir de 14 de Setembro, as empresas norte-americanas que tiverem empregados com cartões da Segurança Social que ofereçam dúvidas de autenticidade vão ter 90 dias para clarificar o assunto ou enfrentarão pesadas multas.

O alerta vai ser dado aos patrões pela Social Security Administration e pelo Department of Homeland Security sempre que verificarem que o número do cartão não corresponde ao nome nele constante.

Depois de receber a carta notificando-o da discrepância, o patrão terá 90 dias para verificar se se trata de um erro administrativo ou de má comunicação entre a empresa e a Social Security Administration ou se, na verdade, está perante um cartão falso e um imigrante ilegal.

Passados os 90 dias, caso a discrepância não tenha sido razoavelmente resolvida, o empregado terá de ser despedido ou o patrão terá de enfrentar penalizações que podem atingir 10 mil dólares por cada empregado nessa situação.

A Social Security Administration recebe anualmente 250 milhões de folhas de descontos efectuados por trabalhadores, identificados pelo nome e pelo número fiscal, calculando-se que em 4% deste total não haja correspondência do número ao nome constante no cartão da Social Security.

Sem admitir darem emprego a ilegais – tendo em conta que eles apresentam documentação aparentemente autêntica – meios empresariais ligados à agricultura, à restauração e à construção civil consideram que os efeitos desta medida podem ser devastadores para a economia.

Considerando esta iniciativa do governo uma má medida sob o ponto de vista económico, o ‘Wall Street Journal’ lembrou numa das suas últimas edições que os impostos pagos por trabalhadores com discrepâncias no cartão da Segurança Social atingia 586 mil milhões de dólares no início do ano fiscal 2007, uma receita que o governo corre agora o risco de ver consideravelmente reduzida


Notícias . BRASIL
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“Brasil está prestes a atingir perfeição na política monetária”
 
[30.05.2007] O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esta noite, em São Paulo, que o Brasil está “prestes a atingir a perfeição na política monetária”. Ele avaliou que esse processo é “inexorável”, contanto que se mantenha a condição básica de não promover mudanças surpreendentes na condução dessa política, com tentativa de realização de “magia”. “Nós estamos consertando a política de juros e quase ninguém mais fala dela”, sustentou o presidente ao discursar a uma platéia de empresários durante a abertura do 20º Congresso Brasileiro de Siderurgia, promovido pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), no Hotel Transamérica.

O presidente exortou os empresários a investirem em novas plantas siderúrgicas no Brasil e como garantia assegurou que até o último dia de seu mandato manterá a estabilidade das instituições do País, a ponto de a próxima eleição presidencial não ser marcada por sobressaltos econômicos trazidos por incertezas sobre o próximo mandatário.

“É preciso acabar com essa história de a cada eleição acharem que o mundo vai acabar se um candidato vencer ou que o mundo vai implodir se outro candidato ganhar. Vou deixar, no meu último dia de mandato, um país sem medo de eleição, com a certeza de todos de que muda o homem que dirige, mas não as regras consolidadas pela população brasileira”, prometeu.

Na avaliação do presidente, o País ingressou num ciclo de crescimento sustentável que exige, nesse momento, investimentos em novas usinas siderúrgicas e sugeriu instalações no Maranhão e no Ceará. Ele também pediu que os novos investimentos garantam ascensão social e distribuição de renda regionalizadas, de forma a assegurar melhoria de qualidade de vida da população. Por fim, pediu aos investidores que se lembrem de olhar os mercados da América do Sul e da África, sendo que, esta última, ele avaliou como um grande pólo de consumo, prevendo que daqui a 20 anos terá 1,3 bilhão de habitantes “e milhões de consumidores”. Ele ressaltou que cabe ao Brasil ser protagonista da região e advertiu que a China ocupará esse espaço, caso os brasileiros não exerçam tal preferência. “Não podemos ficar deitados em berço esplêndido, vendo a China crescer”, declarou.

Durante a cerimônia, o presidente do IBS, Luiz André Rico Vicente, condicionou a realização de novos investimentos no setor a uma agenda que diminua a carga tributária sobre investimentos; obtenção de licenças ambientais com menos burocracia; avanços na infra-estrutura logística; aperfeiçoamento dos mecanismos do País de defesa comercial; e luta contra subsídios adotados por outros países produtores de aço.•

Dólar cai a R$ 1,926, menor valor desde novembro de 2000

G1 no último pregão do mês, operadores pressionaram cotação para baixo Queda livre: no último pregão do mês, operadores pressionaram cotação para baixo, nunca se viu nos USA tantos Brasileiros voltando para casa, com as dificuldades imigratorias, custo de vida altissimo e o dolar baixo, os Brasileiros nao tem outra alternativa, a nao ser voltar para o Brasil. O dólar recuou 0,82% nesta quinta-feira (31) e fechou na menor cotação desde novembro de 2000, a R$ 1,926. Em maio, a moeda norte-americana acumulou queda de 5,4%, enquanto a baixa nos primeiros cinco meses do ano ficou em 9,8%.

A cotação do fim do mês serve como base para a definição da taxa de câmbio para contratos de dólar futuro. Por isso, os operadores de mercado tentam pressionar as cotações para baixo.

Eles foram ajudados pela entrada de dólares no mercado brasileiro, que foi forte no dia.


 

27/04/200715h32

Brasil terá sétimo PIB do mundo ainda neste ano, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou nesta sexta-feira (27) que o Brasil fechará o ano de 2007 com o sétimo PIB (Produto Interno Bruto) no ranking mundial, considerando a nova metodologia adotada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O ministro participa de evento em sua homenagem promovido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em São Paulo.

Após a revisão do IBGE, a expansão da economia brasileira em 2006 foi elevada de 2,9% para um crescimento de 3,7% –em valores, o PIB brasileiro atingiu R$ 2,3 trilhões. As novas contas nacionais passaram levar em conta 56 atividades econômicas e 110 produtos, contra 43 atividades e 80 produtos calculados anteriormente.

Segundo a consultoria Austin Rating, o PIB brasileiro passou a ocupar a décima posição no ranking mundial com a revisão da metodologia. Uma comparação mais precisa com os demais países, entretanto, dependente dos dados atualizados do FMI (Fundo Monetário Internacional).

O ministro afirmou que em três ou quatro anos, a relação de dívida e PIB ficará entre 36% e 37% –atualmente, esta relação é de 45%.

Mantega disse ainda que a apreciação cambial é “quase inevitável”. Por conta disso, de acordo com ele, o câmbio “se torna o maior desafio” da política econômica. Entre os motivos para esta apreciação estão o superávit comercial e de conta corrente e o fluxo comercial. “Evidentemente, isso traz prejuízo para alguns setores da economia. Portanto, é um desafio para o governo.”

Ainda no mesmo tema, o ministro defendeu que o governo deve se concentrar em apoiar a indústria da transformação e alguns setores que sofrem com a competição externa, como os têxteis e bens de capital. Nesta semana, por exemplo, a tarifa de importação de têxteis e calçados subiu de 20% para 35%.

“É inaceitável que o Brasil seja mero exportador de matéria prima. É importante garantir o desenvolvimento de produtos brasileiros com valor agregado e o avanço tecnológico”, disse o ministro,

Dinheiro

24/04/200711h58

Entrada de investimentos estrangeiros acumula crescimento superior a 60%

 

A entrada de investimentos estrangeiros no Brasil acumula um crescimento superior a 60% no ano. Entre janeiro e março, os ingressos somam US$ 6,578 bilhões, um aumento de 66,2% sobre o mesmo período do ano passado. A expectativa para o ano é que essas entradas somem US$ 20 bilhões. Em 2006, elas somaram US$ 18,782 bilhões.

O valor desses investimentos no primeiro trimestre é o maior para a série –excluindo as privatizações dos anos 90.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a estabilidade da economia justifica esse crescimento.

“Você tem confiança, tem uma economia mais estável, [tem] medições de risco, todas elas, baixas. E perspectiva de crescimento. Tudo isso faz com que o investidor venha para o país”, explicou.

No mês passado, a entrada desses investimentos foi de US$ 2,778 bilhões, 70,5% maior que os ingressos de março de 2006.

Neste mês, até o dia 24, a entrada de investimentos chega a US$ 1,7 bilhão. A previsão para o mês é que chegue a US$ 2 bilhões. A maior parte desse montante (US$ 2,390 bilhões) refere-se a participação no capital de empresas.

Esses investimentos são importantes para sustentar o crescimento da economia, já que ajudam a ampliar a capacidade de produção das empresas, ou seja, ofertar um maior número de bens e serviços. Essa capacidade maior reduz o risco de pressões sobre os preços.

Serviços

De acordo com o BC, esses investimentos no mês se concentraram mais na área de serviços (US$ 1,360 bilhão), principalmente em intermediação financeira (US$ 753 milhões), e indústria, sendo US$ 862 milhões para a fabricação de produtos químicos.

No ano, a indústria química já recebeu US$ 1,282 bilhão enquanto os segmentos de intermediação financeira e comércio tiveram entradas de US$ 952 milhões e US$ 532 milhões, respectivamente. Lopes destacou ainda os US$ 587 milhões do setor de extração de minérios metálicos.

Já os investimentos brasileiros no exterior apresentaram em março saídas de US$ 1,466 bilhão, contra US$ 162 milhões no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, entretanto, eles representam um saldo positivo de US$ 1,936 bilhão. Isso porque foi registrado em janeiro US$ 4,027 bilhões em retornos por conta de empréstimos intercompanhias.