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“Brasil está prestes a atingir perfeição na política monetária”
 
[30.05.2007] O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esta noite, em São Paulo, que o Brasil está “prestes a atingir a perfeição na política monetária”. Ele avaliou que esse processo é “inexorável”, contanto que se mantenha a condição básica de não promover mudanças surpreendentes na condução dessa política, com tentativa de realização de “magia”. “Nós estamos consertando a política de juros e quase ninguém mais fala dela”, sustentou o presidente ao discursar a uma platéia de empresários durante a abertura do 20º Congresso Brasileiro de Siderurgia, promovido pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), no Hotel Transamérica.

O presidente exortou os empresários a investirem em novas plantas siderúrgicas no Brasil e como garantia assegurou que até o último dia de seu mandato manterá a estabilidade das instituições do País, a ponto de a próxima eleição presidencial não ser marcada por sobressaltos econômicos trazidos por incertezas sobre o próximo mandatário.

“É preciso acabar com essa história de a cada eleição acharem que o mundo vai acabar se um candidato vencer ou que o mundo vai implodir se outro candidato ganhar. Vou deixar, no meu último dia de mandato, um país sem medo de eleição, com a certeza de todos de que muda o homem que dirige, mas não as regras consolidadas pela população brasileira”, prometeu.

Na avaliação do presidente, o País ingressou num ciclo de crescimento sustentável que exige, nesse momento, investimentos em novas usinas siderúrgicas e sugeriu instalações no Maranhão e no Ceará. Ele também pediu que os novos investimentos garantam ascensão social e distribuição de renda regionalizadas, de forma a assegurar melhoria de qualidade de vida da população. Por fim, pediu aos investidores que se lembrem de olhar os mercados da América do Sul e da África, sendo que, esta última, ele avaliou como um grande pólo de consumo, prevendo que daqui a 20 anos terá 1,3 bilhão de habitantes “e milhões de consumidores”. Ele ressaltou que cabe ao Brasil ser protagonista da região e advertiu que a China ocupará esse espaço, caso os brasileiros não exerçam tal preferência. “Não podemos ficar deitados em berço esplêndido, vendo a China crescer”, declarou.

Durante a cerimônia, o presidente do IBS, Luiz André Rico Vicente, condicionou a realização de novos investimentos no setor a uma agenda que diminua a carga tributária sobre investimentos; obtenção de licenças ambientais com menos burocracia; avanços na infra-estrutura logística; aperfeiçoamento dos mecanismos do País de defesa comercial; e luta contra subsídios adotados por outros países produtores de aço.•